Atividades Regulares

 Domingo

8h – Reunião de Oração

9h – E. B. D (Escola Bíblica Dominical)

10h30 – Culto Matinal

19h – Culto Noturno

 Terça-feira

19h30 – Culto de Oração

 Quinta-feira

19h30 – Estudos Bíblicos

 Sábados ímpares

19h30 – Culto da Juventude

 Sábados pares

20h – Encontro dos casais

Login

Quem está Online

Temos 66 visitantes e Nenhum membro online

Consagração de Vida

“Consagração de Vida”

 

II Crônicas 7. 12-15

12- E o SENHOR apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.

13- Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo;

14- E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

15- Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.

 

INTRODUÇÃO:

 

     Ao escrever o que hoje são os dois livros de Crônicas, inicialmente um só, o cronista apresenta os fatos do seu ponto de vista desde os dias de Samuel até o cativeiro.

     Ele traz como foco a necessidade da nação de Israel ser reedificada sobre uma sólida base espiritual, pois o longo cativeiro babilônico havia provocado grave interrupção nos ideais, nas relações e tradições do povo. Anteriormente haviam pertencido a uma Teocracia em que os governantes civis e religiosos tinham ambos a obrigação de honrar a verdade e a Lei de Deus.

     Devemos olhar sob esse prisma quando tomamos a consciência de uma necessidade de permanente vigilância em direção de ter nossa vida na presença do Senhor e para o Senhor.

     As vezes podemos passar por algum cativeiro em nossa vida, em nossa peregrinação aqui na terra, mas sempre há a oportunidade de refletirmos e mudar o quadro que está sendo pintado sobre nós mesmos. Quais, pois, os passos que devemos dar para alcançar A Consagração de Nossa Vida.

 

“Consagração de Vida”

 

I – Reconhecer a necessidade de arrependimento

     O texto no verso 14 reflete a circunstância em que foi escrito; um momento de desilusão e falta de fé. A nação, o povo, estava distante de seu compromisso com Deus. O povo havia se contaminado com os deuses pagãos e seu estilo de vida.

     O povo havia se desviado de servir a Deus e, por essa razão, estava vivendo momentos difíceis. As pessoas estavam decepcionadas, angustiadas e sofrendo por causa da escolha errada que haviam feito.

     Hoje muitas pessoas incorrem no mesmo erro, e estão vivendo dias de angústia, de vazio espiritual, de destruição dos seus valores, de esfacelamento familiar e de dificuldades na vida profissional, pelo fato de terem feito escolhas erradas e por haverem adotado um padrão de vida incompatível com a vontade de Deus.

     Ao mesmo tempo o texto revela que é possível viver um novo momento, que é possível ter uma experiência de vitória e realização. O Deus a quem servimos é o Deus da esperança, é o Deus da misericórdia, é o Deus da compaixão, é o Deus do perdão.

     Ele, o Senhor, sempre está disposto a nos conceder um novo tempo, uma nova oportunidade, uma nova chance para continuarmos. Deus sempre está disposto a curar, restaurar e transformar angústia em vitória, toda lágrima em sorriso e todo desespero em realização, em vitória.

     Há, apenas um passo que devemos dar para que tudo se torne realidade na nossa vida, para que essa verdade se torne real na nossa existência. É o arrependimento. Arrependimento, não é pedir desculpas tão somente. É mais profundo, é reconhecer de forma honesta e integral que percorreu o caminho do desengano, que fez escolhas que o levaram para longe dos planos de Deus, que não vigiou sua mente, que não guardou seu coração, que usou seus lábios para produzir intriga, maledicência, críticas, acusações e insinuações que desagradam e contaminam a comunhão com Deus.

     Arrependimento, portanto, é descer aos pés de Deus em nome de Jesus para suplicar o seu perdão, para verbalizar seus pecados, seus erros e falhas e, com isso, desfrutar do amor e perdão incondicional oferecidos por Ele.

     . Após ser curado, restaurado, perdoado, começa um novo processo para a ferida aberta se fechar. O perdão é imediato, a sua dívida foi paga instantaneamente após o arrependimento e pedido de perdão.

     Agora, a ferida começa fechar. Os traumas e confusões da nossa alma começam a se dissipar. O nosso mundo interior e exterior, após nos afastarmos de Deus, começam a receber a promessa de Deus. De que sararia a nossa terra “... o nosso coração, a nossa alma. Essa cura vem, quando confessamos e cremos no poder, no amor incondicional, no perdão completo e na maravilhosa graça de Deus, quando esperamos somente no Senhor, na suficiência e poder de Deus.  

 

“Consagração de Vida”

 

II – Conduz a uma vida dedicada

“... de noite ouvi a tua oração...” (v. 12)

     Salomão concluiu a construção do templo e, agora, o Senhor o visita. (II Crôn. 7.11,12)

“Assim Salomão acabou a casa do SENHOR, e a casa do rei, e tudo quanto Salomão intentou fazer na casa do SENHOR e na sua casa prosperamente o efetuou. E o SENHOR apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.”

     O texto fala que Deus ouviu a oração. Salomão não descansou na grande vitória conquistada. Permaneceu em oração. Permaneceu separado, consagrado a Deus.

     Esdras relembra ao povo esse compromisso que se deve ter com Deus.

     Uma das características maravilhosas de Deus é a sua santidade, que é a sua perfeição. Quando perdemos a dimensão desse atributo divino perdemos a noção de sua grandiosidade e o alvo de nossa vida.

     O livro de Esdras registra no capítulo 7. 10, que Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.

Esdras 7.10:

Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do SENHOR e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.

     Esdras prossegue na sua missão. Ele recorda os feitos do Senhor, e fala da urgência em consagrar a vida, para que Deus possa ter liberdade e agir.

     Consagrar a vida, portanto, é percorrer o caminho da santidade, da perfeição. É ter uma vida separada. Uma vida que serve ao Senhor. Uma vida para o Senhor. Moodx escreveu: “... num coração dividido jamais o Senhor habitará. Ele o quer todo para si.”

     Mais tarde é Jesus quem fala, no sermão do monte, sobre consagração: “... sejam perfeitos como perfeito é o Pai Celestial de vocês.” (Mateus 5.48). Jesus demonstra que a Lei de Deus não fora revogada, que ela indica os parâmetros para uma vida de santidade, de perfeição e nobre.

     A construção de uma vida consagrada passa pelo caminho da obediência à Palavra de Deus, pela observação de seus planos e pelo cuidado com o Reino de Deus.

     Foi com esse alvo no coração que Esdras, levantado por Deus, desafiou o povo a reconstruir sua vida espiritual, a abandonar o envolvimento com o mundo pagão e a permanecer em unidade.

     Uma ação permanente do diabo é produzir descontentamento, intolerância e desobediência para quebrar a unidade da igreja e roubar a alegria do crente e da igreja.

     Vida dedicada e consagrada ao Senhor impede a ação maléfica do inimigo, resiste ao diabo, reveste-se de toda armadura de Deus. Efésios 6.10-20, e prossegue vitorioso, construindo o Reino de Deus sobre a face da terra.

 

“Consagração de Vida”

 

III – Produz libertação espiritual

     A proposta de Deus, conforme Esdras registra no v. 14, tem quatro condições para libertação espiritual, para ser abençoado por Deus.

1- Humilhar-se

     “Um homem cheio de si é sempre vazio.”

(Charles Régismanset). É o oposto do homem humilde.

     Fenelon: “A humildade é o caminho que, descendo, nos conduz às alturas.”

     Humilhar-se, portanto é descer para poder subir. Subir as orações, subir os frutos a presença de Deus. Humildade é o antídoto do orgulho.

“O Senhor eleva os humildes, e humilha os perversos até a terra.”

(Sl. 147.6)

2 – Orar

     Ao buscarmos Deus em oração significa um ato de adoração e reverência ao Senhor. É o reconhecimento que fazemos da sabedoria de Deus sobre as nossas vidas, é a confiança na sua Palavra que, recomenda que o busquemos.

“Clama a mim, e te responderei e anunciarei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jeremias 33.3).

“A disciplina da oração é que nos leva a obra mais profunda e mais elevada do espírito humano” (Foster).

     Daniel foi reconhecido como um servo fiel a Deus porque orava três vezes ao dia. Moisés era observado pelo povo quando ia buscar a Deus na tenda. Davi registrou suas orações que viraram livro dos Salmos. Em Atos dos Apóstolos vemos o registro da importância que tinha a oração na vida dos primeiros discípulos.

     Orar é libertar-se dos fracassos, pois em Cristo somos mais que vencedores.

3 – Buscar a face de Deus

    O profeta Isaías afirma: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” (Is. 55.6).

     A consagração produz libertação dos caminhos que nos conduzem para lugares escuros, para soluções duvidosas, e para mundos tenebrosos. Leva-nos a tão somente buscar a face de Deus.

     Quando buscamos a face de Deus encontramos a luz do rosto de Deus, mencionada no Salmo 4.6, que produz esperança no coração, produz a verdadeira alegria e paz no coração, e também segurança.

4 – Converter-se dos seus maus caminhos

     Abandonar o pecado é condição primeira para recebermos as bênçãos do Senhor. Deus não se deixa escarnecer. O pecado é uma barreira impedindo a manifestação da graça e do poder de Deus na nossa vida.

**telefonema: ore por mim

     Quando nos humilhamos, oramos, buscamos a face do Senhor e nos convertemos dos nossos maus caminhos, recebemos as promessas do Senhor registradas no verso 14.

. Ouvirei dos céus

.Perdoarei os seus pecados

. Sararei a sua terra

 

“Consagração de Vida”

 

CONCLUSÃO:

     Há situações que passamos, e as vezes nós próprios criamos, que criam um vazio na nossa relação com Deus, na nossa comunhão com a Igreja de Jesus Cristo, que transtornam os nossos relacionamentos, que produzem verdadeira escravidão.

     O povo de Israel criou esse drama para ele. A desobediência em não ouvir a voz de Deus produziu essa desilusão. Entretanto, Deus não se esqueceu de suas promessas para o povo, e recorda ao povo o que ele necessitava fazer para voltar a desfrutar da comunhão com o Senhor, e gozar da liberdade de espírito: Consagração de Vida. II Crôn. 7.14 – E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

     Consagre hoje sua vida ao Senhor e receba suas promessas. Amém.

 

Pr. João Roberto Raymundo