O louvor a Deus

O louvor a Deus

 Nesta semana, quero meditar com os irmãos a respeito do culto.  Quero usar de uma analogia que Søren Kierkegaard (1813 -1855), filósofo  luterano dinamarquês, fez da nossa reunião de adoração e louvor ao Senhor.  Como pano de fundo, em sua época, ele criticava severamente o formalismo de sua denominação ao cultuar ao Senhor.  Bem, ele comparou a igreja e o culto com um teatro.  De acordo com ele, na Igreja da Dinamarca (Luterana), funcionava assim:

 

1)  Atores: Pastor e a equipe ministerial (coro, regentes, dirigentes, ou seja, aqueles que ministram o culto)

2)  Platéia: os crentes

3)  Bastidores: Deus e os seres celestiais

                   De acordo com este modelo, que era a realidade da igreja de Soren Kierkegaard, o culto era ministrado pelos "profissionais da religião" da igreja (os atores) e a igreja (a platéia) era mera assistente, sem envolvimento espiritual ou emocional.  Deus ficava nos bastidores, sem receber a adoração que lha é devida, sendo mero "ajudador" da equipe ministerial (os atores).

                   Na visão de Soren Kierkegaard, o culto deveria funcionar assim:

1)  Os atores são os crentes: Somos nós que adoramos, não somente a equipe ministerial, o que nos coloca na condição de partícipes no drama do culto.  Nós não vamos assistir um culto, mas participar dele!  Fico preocupado em notar crentes que parecem que não se envolvem no culto, demonstram estar distantes, em outra "conexão".  Parece que nada está acontecendo ou que lhe diz respeito.  O querido irmão é participante do culto ou mero assistente?  O verdadeiro adorador é participante.

2)  A platéia é Deus e os seres celestiais: Deus é quem recebe a adoração, louvores e as orações.  Ele não é uma "muleta" que usamos quando algo dá errado ou quando insistimos em fazer de última hora, não!  A assistência é d'Ele, nós o adoramos.  Ele quer ouvir nosso canto bem alto e de coração.  Não limitemos a nossa adoração, mas que ela seja extravagante!  Não se assustem, é só um termo utilizado nas empresas para sempre surpreender o cliente, e quero usá-lo para dizer que a nossa adoração pode e deve ter sempre este "algo mais" para Deus.  O irmão age como platéia ou como ator?

3)  Os bastidores são os que ministram à frente:  Finalmente, a equipe ministerial.  Nós, que estamos à frente, não fazemos culto para o amado assistir, mas somos os bastidores, ou seja, aquela equipe que ajuda e provê o necessário para que o irmão participe com todo o entusiasmo, vontade e devoção no culto.  Nós cultuamos juntos!  Uns à frente e outros na congregação.  Cubra esta equipe (dirigente, cantores, instrumentistas, sonoplastas, projetistas, regentes, etc...) com suas orações e com sua disposição em estarmos juntos, unidos, adorando e louvando de coração ao Senhor! 

                   Deus nos abençoe!

Pr. MM Carlos Wagner

Sirvamos a Deus com arte e espiritualidade, com técnica e unção